Aqui na cidade onde moro, há Bilhete Único.
Pra quem não sabe, Bilhete Único é aquele sistema que, ao invés de usar “dinheiro vivo”, usa-se um cartão com certa quantia de crédito, e passa-se em uma maquina amarela que fica perto do cobrador, e de lá, cobram-se os créditos presentes no cartão.
É um conceito que já tem uma certa idade, e que é prático, fácil e muito simples, e que esta se popularizando rapidamente. Ah uma quantidade cada vez maior de pessoas que usam esse sistema. E ele esta em crescente aumento. Se fosse ver há uns dois atrás, 30% da população de minha cidade teria o cartão. Hoje, esse número, na minha percepção dobrou.
Mas ai, eu me pergunto: Pra onde vai o cobrador?
A tempos, quando eu entro no coletivo, principalmente voltando do meu curso de informática, vejo que o cobrador esta sempre lá, sentado, com uma cara de tacho, e que pouco toca no dinheiro. As pessoas passam o cartão, e nem ao menos lembram que existe um cobrador.
As vezes, quando uma pessoa vai pagar com dinheiro, ele abre até um sorriso, e pega o troco com o maior prazer.
Mas é a esse ponto que eu quero chegar: Troco.
Porque ultimamente as pessoas estão usando mais o cartão? Por causa do troco! Ficar esperando o cobrador pegar o troco, com possibilidade de errar, já é uma coisa que nem a minha avó gosta.
A possibilidade de passar um cartãozinho em frente à uma maquininha, é mais prática, segura e convidativa!
E uma coisa que eu detesto, é quando eu vou pagar a passagem com dinheiro, e não tem troco! Nossa, isso muito me irrita.
A opção é ficar esperando uma boa alma vir pagar a sua passagem com muitas moedinhas, e que não precise exigir troco, pois ai, danou-se!
Mas a figura do cobrador ainda resiste firme e… triste, no seu canto, amoado.
Não que eu ache que não devemos usar o Bilhete Único. Além de ele ser prático, com ele não há possibilidade de vir troco errado, ver as moedinhas daquela velhinha rolando ônibus afora, e é muito seguro a questão assaltos.
Mas, o que eu sou contra, é ver cada vez maquinas substituindo humanos, e deixando-os sem fonte de renda (talvez sendo a única da família).
Mas sabe de uma coisa? Teve uma vez que na volta do curso, a maquina quebrou, e não passava de jeito nenhum o cartão. E sabe quem foi concertar, dando um forte soco na coitada? A figura humana do cobrador.
Oi, Guilherme.
ResponderExcluirJá tentaram suprimir os cobradores de ônibus aqui em São Paulo, mas a iniciativa não prosperou, ainda que as empresas garantissem que não iriam demitir os funcionários, mas sim reaproveitá-los em outras funções.
O problema do troco é universal, acho eu, e o pagamento eletrônico é uma solução (ou no mínimo um paliativo) interessante. Mesmo assim, como você bem observou, o cobrador continua lá, com cara de tacho e a indefectível unha comprina no dedo mindinho (risos).
Abraços e uma ótima semana pra você, meu caro.
Achei o texto bem realista. É a máquina cada vez mais suplantando o homem.
ResponderExcluirOlá, estou no 2º turno do prêmio TopBlog 2010. Clique no link e deixe lá o seu voto. Conto com você! http://migre.me/1xmPf
Um grande abraço, :)
Aqui no Rio, é difícil achar uma linha ou então, uma empresa de ônibus que não tenha os famosos "micrões" - ônibus não tão pequenos, mas também não tão grandes quanto os tradicionais - e que não têm cobradores. Tem linha e até empresa que tem toda a frota assim e, claro, sem cobradores. E mesmo pagando menos funcionários, todo ano a passagem aumenta e a qualidade continua deixando a desejar**. Esse processo de substituição do homem pela máquina precisa ser revisto.
ResponderExcluir*Muitas vezes a pessoa paga com dinheiro (dinheiro grande em muitos casos, o que complica bastante, isso sem falar que o preço aqui é 2,35, aí já viu como que é, pra dar troco...)
Verdade! São novos tempos! O domínio das máquinas. Quero lhe dar parabéns pelo blog, está cada vez melhor!
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