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Mas, isso não quer dizer que o papel também não tenha suas facetas. Assim como eu disse, no começo do texto, ele é:
ü Leve: Afinal, quanto pesa uma folha de papel? Uma formula diz, que se fizermos uma cera conta, considerando o espaço em metros que uma folha A4 ocupa, e fazendo mais contas mirabolantes, o resultado será 75x0,06 = 4,67g / folha.
ü Fácil: Vai falar que não é fácil? Eu acho que nunca vi uma pessoa jogando o papel pela janela do escritório gritando “Isso aqui é muito difícil!” No papel, você é quem comanda, e escreve o que quer. Não tem manual de instruções. Ele não é Windows!
ü Simples: Um retângulo (ou quadrado, dependendo do tipo de papel que você tem em mãos), normalmente branco, que esta a sua disposição.
ü Pratico: Escreveu, revisou, corrigiu, dobrou, guardou e pronto. E mais! Ele não tem duração de bateria e não é pesado! Ele tem uma vida útil de incontáveis séculos! Coisa que com certeza, o iPad não tem.
Mas, ai entra a pergunta: O papel vai morrer ou não?
Bom, isso eu não posso lhe informar, mas posso dizer a minha humilde opinião: Acho, que nós seres humanos, conseguimos ser de múltipla escolha quando o assunto é multimídia. Ou seja, acho que nós podemos utilizar e conviver com duas mídias de leitura e escrita. Acho, que o papel pode sim, ser substituído em alguns campos, como na mídia impressa. Apesar de ser defensor do papel, não vejo o porquê termos ainda de ficar comprando jornal na banca onde Judas perdeu as botas. Afinal, como já foi dito, a possibilidade de assistir animações e vídeos no seu jornal digital, e sem sair da sua cama, é incrível! Mas, mesmo que a modinha do momento seja ler um livro em um E-Reader, as pessoas vão retroceder nesta questão, e pensaram “Nossa, ler em um livro, é incontavelmente melhor do que ler num E-Reader!”. Assim como dizem que o verdadeiro espírito da musica, esta no vinil, e estão tentando traze-lo de volta, o mesmo acontecera com o livro de papel.
Com um E-Reader, você não terá mais aquela experiência de outra pessoa vir conversar com você, sobre o livro que você esta lendo, afinal, a pessoa apenas verá que você esta segurando um leitor digital. Na traseira, não vai estar a capa do livro, e sim, provavelmente algo metálico, a marca do E-Reader, ou algo parecido. Com um iPad, não teremos mais aquela sensação de sentir a espessura do papel, e seu cheiro. Não teremos mais a sensação de sentir que em nossos polegares, as poucas paginas do livro, indicam que ele esta acabando, e ficar triste com isso. E não ouviremos mais, o gostoso flap, o som da pagina se virando, que eu tanto gosto.
É por isso que eu digo: Papel, tu mesmo, não morrerás!

Não acredito no fim do papel.
ResponderExcluirOi, Guilherme.
ResponderExcluirFaço minhas as palavras do Victor e aproveito para lembrar (a quem interessar possa) que a Positivo lançou recentemente seu e-Book reader (alfa), que embora tenha lá suas (muitas) limitações, pode ser a escolha ideal para quem prefere formatos livres e e-books de lojas brasileiras, principalmente em português. O mimo pode ser adquirido por R$ 700 no site www.livrariacultura.com.br.
Abração.
Concordo com Victor
ResponderExcluirSerá que estamos perto do momento em que os jornais abandonarão suas versões impressas e só permanecerão com suas versões online com conteúdos exclusivos para seus assinantes; livros eletrônicos cairão no gosto do consumidor por seu preço acessível, o que popularizará a leitura e apenas restarão edições impressas caras e luxuosas para colecionadores; cadernos serão substituídos por dispositivos móveis que reconhecem a escrita e por notebooks que a cada vez mais baratos. Estamos vivendo uma nova revolução, tão importante quanto aquela lançada por Guttemberg quando inventou a máquina de impressão. Que viver verá!
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